[Review] Tokyo Ghoul: Re – Desapareça

Amigos fazem as pazes. Pai e Filho se enfrentam para um acerto de contas final e decisivo. Quem morrerá?

Uta perde para Yomo, encerrando uma grande e empolgante luta. Com Uta caído e derrotado ao chão, já em sua forma humana, Uta e Renji começam a conversar sobre o passado, sobre o que sentem de verdade um pelo outro e, sobretudo, sobre o contexto o que os levou até ali.

Uta conversa sobre as suas lutas do passado, e como essa luta o deixou realmente vivo, trazendo de volta as memórias dos tempos em que brigavam e eram grandes amigos.

Velhos amigos!

O fato é que Uta não aceitou o distanciamento de Yomo, não aprovou a ida dele para outro grupo de ghouls, a Anteiku de Yoshimura. Uta se emociona ao lembrar de quando eram do 4º Distrito e que ele faria de tudo pra salvar a mãe de Touka e Ayato, a irmã de Yomo, das mãos de Arima.

Na verdade, todo esse diálogo é para ele justificar o porquê de estar fazendo isso tudo, ele sofre pelo 4º Distrito, por todos os ghouls mortos e seus amigos que se foram nas mãos dos investigadores da CCG.

Mas nada faz sentido?

Yomo também pensava assim, pensava que esse mundo era um lugar de perdas, que essas mortes eram inevitáveis, porém percebeu, por causa de Kaneki e por quase perder pessoas das quais ele precisava cuidar (Touka e Ayato), que ele precisava lutar com tudo que tinha para mudar aquilo, para trazer mudanças e vida àqueles que ele ama.

Os porquês!

Bonito, né? Caramba Yomo :'(.

Para complementar ele fala que no fim de tudo ele vê uma luz desse desespero no filho de Touka e Kaneki, os dois juntos ensinaram que esse mundo não tem somente desespero e perdas, mas também esperança e recomeços. Ao meu ver, sendo uma criança híbrida, ela seria a salvação disso tudo.

Além disso, ele deixa aberta a proposta para Uta tentar devorá-lo novamente, se essa for sua vontade, mas ele vai lutar com todas as suas forças, porque ele quer ver seu “neto” crescer, quer estar perto dessa criança o máximo que puder.

A luz no fim do túnel!

E mesmo após tudo isso que Uta fez, Yomo ainda o considera um amigo querido e ainda lhe dá uma chance de se reerguer e recomeçar. Assim, essa luta se encerra com os dois amigos juntos novamente, um carregando o outro e a incrível frase: “você é a minha dor. Você me dá morte assim como vida”.

Não posso viver com você ou sem você…É o que está tatuado em Uta!

Mudando para o próximo núcleo de confronto em que se encontram Amon, Donato, Takizawa e Little Bin. Amon está caído ao chão por ter sofrido muitos danos dos poderosos ataques de Donato, mas ainda se levanta para continuar.

Como notado por Takizawa  e Little Bin, que seguem assistindo a luta, Amon teve chances maiores contra Donato, mas aparentemente seus golpes estão fracos, como se não quisesse lutar.

O que há com Amon?

Takizawa explica que mesmo conhecendo a que ponto a crueldade de alguns ghouls pode chegar, e ainda que Amon tenha como objetivo de sua vida matar Donato, ele não consegue, porque isso lhe causará um vazio, seria a perda do sentido de viver.

Essa é a mesma situação pela qual a Little Bin e Takizawa passaram quando estavam perto de seus objetivos, mas perceberam o vazio ao alcançá-los.

Não pode matá-lo?

Mesmo assim, uma luta está acontecendo e Takizawa toma uma atitude para despertar o Amon e lhe questiona: “Por que merda… ainda tá usando essa coisa?”. Essa “coisa” é a cruz que ele carrega consigo e que o faz lembrar-se de Donato. Neste momento, o personagem começa a se questionar sobre suas ideologias e crenças desse mundo deturpado.

Por que ainda usa a cruz?

Enquanto reflete, seus ataques vão ficando cada vez mais fortes. É uma reflexão bem profunda do personagem que era um homem que buscava justiça contra os ghouls e acabou se tornando um deles.

Com a ajuda de Kaneki, desde quando eles se conheceram, ele compreende os ghouls e que os responsáveis pelas injustiças desse mundo e sua podridão, são tanto essas criaturas quanto os humanos.

Este mundo é deturpado!

A cruz que ele usa é para sempre se lembrar de quem ele foi, seus dias de orfanato que eram tão queridos, mas também o que o levou a esse caminho, devido as atrocidades de Donato. Essa aceitação interna o faz ficar mais forte.

Super Quinque do Amon!

Com isso, ele desenvolve uma quinque poderosa e finalmente cora Donato ao meio, finalizando com a frase: “Eu amei Donato”.

Adeus Donato!

O “justiceiro” precisou desse acertos de conta com ele mesmo, uma forma de compreensão interna de “Quem Eu Sou” e o quanto o passado influencia no seu “eu” atual. Convenhamos, Donato era como um pai para Amon, um amor paternal, que somente se resolveria internamente caso ele fosse capaz de derrotá-lo, pois só assim arrancaria de dentro dele esse sentimento antigo.

Capítulo muito bonito e com diálogos extensos e complexos, muitas coisas foram resolvidas entre os personagens e os conflitos terminam de formas esclarecedoras.

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