[Review] Magi: The Labyrinth of Magic – O mundo que caiu em desordem

As palavras de Alibaba mais uma vez fazem a diferença nessa reta final!

Como esperado, os receptáculos de rei não gostaram nada da ideia de Sinbad, de que eles seriam “sacrificados” para selar as torres que estão consumindo tudo, o que consequentemente ascenderia de Alibaba como o rei do mundo. Contudo, o balde de água fria vem quando Sin diz que é isso ou um mundo de caos, devido ao fim do Palácio Sagrado, etc. Não sou tão fã dessas consequências totalmente imprevisíveis que nós leitores temos que simplesmente aceitar, mas se foi o deus que disse…

Se o tempo estava apertado antes, imagina agora depois de toda essa discussão.

A ideia do fim dos Magis e dos receptáculos de metal sumirem pareceu afetar mais os interesses de Reim e Kou, mas o que Sinbad enalteceu como principal problema seria a falta de segregação entre aqueles que caírem na depravação, que continuariam carregando o ódio pelo fluxo principal (ou nem haveria mais fluxo), gerando mais ódio e seus derivados pelo mundo.

Eles sempre devem ter pensado que seria bom um só rei governando, contanto que seguisse os ideais deles. No fim, estavam dispostos a aceitar até alguém por quem eles não têm tanto respeito em nome da “salvação”.

Quando parecia que todo mundo ia dar o braço o resto do corpo e alma a torcer… pah! mais uma ideia jogada de lado. Alibaba diz que não tá afim. Já está até bem frequente Alibaba agir “fora da caixa” e dar uma opinião que “resolve” tudo. Esse é o modo de enaltecer o protagonismo do loiro: ao invés de torná-lo o todo poderoso da obra (nem de longe ele é isso), ele é mostrado como guia para “salvar” o mundo por meio de suas opiniões.

Acho que seria mais chocante se ele dissesse “confiem em mim” ou algo do tipo. Só que seria difícil de manter a imagem de bonzinho que Ohtaka quis para Alibaba. Ele também receberia um grande peso de protagonismo desnecessário para a história. Ainda mais que muitos leitores não vão com a cara dele.

Após ser aceito por Sin e pelos outros, e depois de todos os feitos dele, Alibaba foi mostrado na obra como o mais adequado para ser o governante do mundo. Isso parecia ser um dos objetivos principais da obra, desde os primeiros arcos. Ohtaka pode ter forçado um pouco agora no final, e sei que muitos não foram convencidos, mesmo que ele não tenha se tornado O rei oficialmente.

Ohtaka sempre foi genial em unir fatos do passado em bons momentos e bem apresentados. Ela usou bastante disso com sucesso nesse capítulo. As lembranças nem precisam de falas pra mostrar o que deviam.

A parte do discurso de Alibaba sobre não aceitar a responsa por não garantir ser bom o suficiente para o mundo foi a melhor parte para mim, e acho que todos ali deveriam ser mostrados pensando como ele, concordando com ele. Tivemos também mais do mesmo clichê final dos “amiguinhos” dos protagonistas tendo mais participações, mas dessa vez dando um pitaco que deveria ser relevante sobre o desafio de enfrentar o mundo caótico. O melhor foi Hakuryuu, agindo egoísta como sempre, mais uma vez explicando que algo ruim as vezes é necessário e que eles deveriam enfrentar o problema ao invés de evitar.

Comentário bem útil para o momento, hein Morgiana? O mangá quase todo foi com essas carinhas surpresas aí em baixo.

Por fim, parece que no próximo capítulo todo mundo vai destruir as torres e viver em um mundo… como o nosso? O fim de David deve vir pelos próximos dois capítulos, e Aladdin deve vencê-lo sendo motivado por vibes positivas do resto do mundo (não como a genki dama), o que é bem normal em final de shounens. Vai ser algo rápido (espero), pois não há tempo para algo mais elaborado. Segundo a galera do grupo e da página de Magi br, o mangá deve acabar em duas semanas, tendo no final um casamento (de quem será? ¬¬). Está gostando do final da obra? Deixa seu comentário aí!

Essa imagem aqui ficou realmente muito boa. Atinge até o kokoro.

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